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FESTIVAIS DE OUTONO 2017 - Universidade de Aveiro

FESTIVAIS DE OUTONO 2017 - Universidade de Aveiro px
11/10/2017 a 30/11/2017
20 de outubro a 30 de novembro

PROGRAMA

20 de outubro | sexta-feira | 21h30 | Auditório da Reitoria - Universidade de Aveiro
Concerto de abertura dos festivais de outono 2017
Programa
Maurice Ravel (1875-1937) – Pavane Pour Une Infante Défunte
Edvard Grieg (1843-1907) – Suite nº1 Peer Gynt, op. 46
I. Morning Mood
II. The Death of Ase
III. Anitras Dance
– Suite nº2 Peer Gynt, op. 55
IV. Solveig’s Song
Christian Sinding (1856-1941) - Suite Im Alten Stil para violino e orquestra em lá menor, op. 10
I. Presto
II. Adagio
III. Tempo giusto
Intervalo
Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia nº7 em Lá Maior, op. 92
I. Poco sostenuto - Vivace
II. Allegretto
III. Presto
IV. Allegro con brio
26 de outubro | quinta-feira | 21h30 |Museu de Aveiro
Recital de canto e piano
Jorge Gonçalves e Daniela Matos conheceram-se na Universidade de Aveiro. Fruto duma grande cumplicidade e união de sensibilidades artísticas, foram desenvolvendo uma vontade de dar continuidade ao seu trabalho em conjunto levando-o a vários palcos. Daniela e Jorge apreciam a música com um caráter delicado onde a mesma alcança a capacidade de pintar quadros de emoções humanas. Nesse contexto, Schubert adquire uma relevância especial pela sua capacidade de aliar a riqueza emotiva da poesia às subtilezas duma voz humana delicada e um piano de sonoridade marcadamente doce.
Pela especial ligação da Universidade de Aveiro ao compositor Frederico de Freitas, foi um curto passo até este grupo se interessar pela sua música. Serão interpretadas três canções de Frederico de Freitas compostas em meados do Século XX, onde o compositor explora uma grande variedade de atmosferas e emoções e quatro canções compostas por Jorge Gonçalves para soprano e piano onde utiliza quatro poemas de amor chineses, da autora Li Ye, traduzidos para português.

Ciclo para canto e piano – Frederico de Freitas
Muda é a noite
Límpido é o teu olhar
O ramo de violetas
Quatro canções sobre poemas chineses – Jorge Gonçalves
Adeus em uma noite de lua
Canto de Saudade
Doente junto ao lago
Para os salgueiros junto ao rio

7 Lieder de Schubert
Schäfers Klanglied - D 121
Gesänge des Harfners - D478
Jägers Abendlied – D 368
Heidenröslein – D 257
Ganymed – D 544
Suleika I – D 720
Gretchen am Spinnrade – D 118
última atualização a 09-10-2017

2 de novembro | quinta-feira | 21h30 | Auditório do Departamento de Comunicação e Arte - Universidade de Aveiro
Simantra GP
Neste espetáculo o Simantra Grupo de Percussão pretende dar a conhecer todas as potencialidades dos instrumentos de percussão através da interpretação de obras escritas por diferentes compositores, onde o público é convidado a fazer uma viagem pelo versátil mundo da percussão. “A música que eles trazem? Hipnótica, estimuladora de sensações adormecidas, criadora de cores invisíveis, feérica e visualmente assombrosa desde o ponto de vista da performance...” “Diversidade dentro da homogeneidade, homogeneidade dentro da diversidade. ...SIMANTRA deixou vontade de seguir escutando.” Roberto Pérez (2016) (compositor e professor na Universidade de Évora).

Programa
WATER, WINE, BRANDY, BRINE (2015) - Viet Cuong Em 1641, um padre e estudioso jesuíta chamado Athanasius Kircher publicou Magnes, uma obra que aborda várias formas de atração como o magnetismo. Num dos capítulos, intitulado O Magnetismo da Música, detalha uma experiência em que enche quatro copos de vinho com líquidos de várias densidades: aqua vitae (conhecido mais tarde como aguardente no tempo de Benjamin Franklin), vinho, água pura e água salgada ou óleo. Kircher percebeu que cada solução reagia de forma diferente quando tocada e associa cada uma delas aos quatro humores greco-romanos. Water, Wine, Brandy, Brine explora os vários sons que podem ser produzidos a partir de copos de cristal como instrumentos musicais, desde os sons parecidos com o sino quando se 'brinda' os copos, até aos sons semelhantes ao theremin quando as bordas dos copos são percutidas. Mosaicos – Luiz Ferreira Obra composta por um dos elementos do grupo, foi concebida para o espectáculo com o mesmo nome. São uma série de 3 pequenos andamentos que podem ser executados em conjunto ou em forma de interlúdio, interligando dessa forma os vários “mosaicos” do concerto. No primeiro andamento podemos ouvir um diálogo interessante entre as duas marimbas e dois vibrafones pontuado continuamente por ritmos de congas e bongós. No segundo andamento a marimba, o vibrafone, o steel drum e o cajon exploram texturas e ambientes mais calmos. O terceiro andamento tem um carácter mais enérgico com a utilização de vários timbalões melódicos e pratos de pequenas dimensões. Na obra é possível escutarem-se influências minimalistas de vários compositores.

The So-Called Laws of Nature (2º Mov) – David Lang (*) Esta obra surge da experiência do compositor enquanto aluno de ciências exatas como a matemática, a química ou a física. Partindo do pensamento de Wittgenstein que advogava que na base de toda a visão moderna do mundo está a ilusão de que as chamadas leis da natureza são a explicação de fenómenos naturais, David Lang pretende reformular esta premissa através de um problema musical. Neste segundo andamento são utilizados sete tubos de metal afinados, três timbalões, um bombo e um break drum para cada um dos elementos. Alguns dos padrões rítmicos entre os percussionistas estão desfasados no tempo, mas são tocados quase sempre em uníssono. In Spe - Evgueni Zouldikine A obra In Spe foi composta em 2015 e dedicada ao grupo Simantra. O aspeto central desta obra é a criação de gestos tímbricos diversificados, que se apresentam em constante evolução. O timbre da lastra é fundamental na construção destes gestos. Alastra por vezes começa ou termina as frases musicais, ou participa na criação de diversos blocos instrumentais. O ostinato, que desenrola inicialmente entre cassa e piatto, dá origem ao diálogo intenso entre a marimba e vibrafone, diálogo que ganha uma força no espaço da obra. Este diálogo chega ao ponto culminante na última parte da obra, caracterizada pelo ostinato de marimba (com duas teclas preparadas) e poliostinato presente no vibrafone e nos instrumentos de pele, todo este processo apresentado numa dinâmica crescente. Djum-Djum – Luiz Ferreira Obra para quatro djembés e eletrónica, composta para o Simantra Grupo de Percussão e desenhada para o projeto Mosaicos. É baseada em ritmos e no carácter repetitivo da música tradicional africana.
* estreia nacional

7 de novembro | quinta-feira | 21h30 | Auditório CCCI do Departamento de Comunicação e Arte – Universidade de Aveiro
Senza
Músicos e viajantes: de uma ideia louca nas praias do sul do Cambodja aos concertos em Nova Iorque, Pequim, Goa e Díli.

Com uma digressão de sucesso com o lançamento do disco "Praia da Independência" (Disco Antena1), que já passou por Goa, Nova Deli, Nova Iorque, Washington, Bombaim, Pequim, Díli, Frankfurt, Saint-Étienne, Bruxelas, New Bedford, Poitiers, Cáceres, Porto e Lisboa, os SENZA, encerram agora a tournée com este concerto. Definem-se com um estilo de música que se norteia pelas sonoridades dos países lusófonos, uma música do mundo em Português, a qual intitulam de fusão-lusófona.

Foi durante uma viagem de três meses que realizaram ao sudeste asiático que Catarina Duarte e Nuno Caldeira criaram o grupo e desta forma o associaram definitivamente a paragens remotas. Músicos e viajantes, trazem no seu primeiro álbum essas paixões, os locais, as pessoas e as experiências vividas pelo mundo.

10 de novembro | sexta-feira | 21h30 | Sé de Aveiro
Recital de Órgão – Raridades do Barroco a quatro mãos
O fragmento de ópera de Wagner que dará inico ao concerto dispensa apresentações. Mas quanto ao arranjo (para órgão a 4 mãos/pés), importa referir que teve como base um notável trabalho prévio de Edwin Lemare (virtuoso organista e compositor inglês, falecido em 1934). À base de Lemare (para órgão-solo) foram acrescentadas linhas extra, conforme o espírito do original de Wagner.
Quanto ao núcleo do programa: assenta numa temática inglesa. Primeiramente terá lugar uma obra de homenagem a Sir Hubert Parry e à sua belíssima melodia-coral, composta exactamente há 100 anos, e que se tornou praticamente num 2º hino nacional de Inglaterra.
John Rutter escreve essencialmente música coral, de carácter religioso, sendo que a sua visão composicional lhe rende uma popularidade apreciável. Para órgão a 2 mãos, Rutter compôs em 1983 uma série de variações, sobre a melodia gregoriana “O Filii et Filiae”.
De Percy Whitlock será tocada uma marcha que o compositor escreveu para banda, em 1932-33. A inspiração da "Dignity and Impudence" nada fica a dever às conhecidas marchas sinfónicas de Elgar.
Kenneth Leighton, ilustre compositor e pianista, com quase 100 obras no seu currículo, funde a tradição inglesa com a de outros compositores vanguardistas europeus de meados do séc. XX. O seu estilo é marcado pelo liricismo, mestria contrapontística, neo-modalismo cromático e invenção rítmica, como os "Martyrs" (obra de 1976) bem ilustram.
Nascido no Líbano, Naji Hakim vai p/ Paris estudar engenharia e... órgão - complementando mais tarde a sua formação no Trinity College of Music de Londres. Vencedor de inúmeros prémios, como compositor e organista-improvisador, Hakim foi organista-titular da igreja da Sainte-Trinité de Paris, entre 1993-2008, sucedendo a Olivier Messiaen após a sua morte. Hakim é, dos compositores de actual geração, dos que mais inova (e renova) a escrita p/ órgão, em combinando elementos populares com fórmulas improvisatórios, debaixo de um tratamento rítmico inebriante.

Programa
Raridades do Barroco a quatro mãos

Richard Wagner (1813-1883) / arr. António Mota: "Der Ritt der Walküren";
António Mota (1971-): "Jerusalem /And Did Those Feet in Ancient Times", sobre um tema de Hubert Parry (1848-1918);(I: Introito; II: Stanzas; III: Fuga/Sortie);
John Rutter (1945-): "Variations on an Easter Theme";
Percy Whitlock (1903-1946) / arr. Malcolm Riley: "Dignity and Impudence (March)";
Kenneth Leighton (1929-1988):"Martyrs - Dialogues on a Scottish Psalm-tune", op. 73;
Naji Hakim (1955-): "Rhapsody";(I: Allegro molto; II: Andante sostenuto; III: Vivace: IV: Andante tranquillo; Allegro giocoso; V: Quodlibet)

14 de novembro | terça-feira | 18h00 | Auditório do Departamento de Comunicação e Arte – Universidade de Aveiro
Clarinete e Multimédia
Programa
Raphaël Cendo Décombres (10.5 mins) contrabass clarinet/max msp
Sciarrino's Let me Die Before I Wake (1982)
Monique Jean low memory #3 ** (11.5 mins) clarinets/max msp
Lori Freedman To the Bridge ** (12 mins) bass clarinet/clarinet
Hébert/Freedman Scratch ** (25 mins) bass clarinet/live animation
*Written for Lori Freedman
** Quebecois composer

14 de novembro | terça-feira | 21h30 | Sé de Aveiro
Michel-Richard De Lalande: Tenebræ Ludovice Ensemble
Michel-Richard de Lalande é um dos maiores compositores franceses de todos os tempos. Foi Maître de Musique de La chapelle e Surintendant de la musique de la Chambre da corte de Louis XIV e de Louis XV, para além de ser um eminente cravista e organista. Distinguiu-se sobretudo na composição de Grands Motets para a Capela Real, mas escreveu também abundante música profana, vocal e instrumental, como as célebres Symphonies pour les Soupeurs du Roy. As três Leçons de Ténèbres de Michel-Richard de Lalande faziam inicialmente parte de um conjunto de nove obras, escritas para os Ofícios das Trevas da Semana Santa: Quinta-Feira, Sexta-Feira e Sábado. Apenas a terceira lição para cada dia sobreviveu. Escritas cerca de 1711 para o Convento das Dames de l'Assomption - um convento onde se recolhiam damas da mais alta nobreza - foram interpretadas pelas filhas de De Lalande, tragicamente falecidas nesse mesmo ano. As Leçons de Ténèbres foram publicadas juntamente com o Miserere à voix seule – outra obra que era parte integrante do Cerimonial da Semana Santa – num volume póstumo, datado de 1730, gravado em Paris por Le Hüe numa edição a cargo da viúva de De Lalande. As lições são escritas numa linguagem extremamente eloquente e refinada, plena de subtilezas expressivas ao nível da declamação, do contorno melódico, da ornamentação e da harmonia, e são digníssimas companheiras de outros ciclos de lições mais conhecidos, como o de François Couperin.

As Leçons de Ténèbres são parte integrante da Liturgia do Tríduo Pascal. O Ofício de Matinas, que decorria às primeiras horas da madrugada, caracterizava-se pela extinção, uma após outra, das 15 velas colocadas num candelabro piramidal especial - o tenebrário - e como o final das cerimónias era já cantado na escuridão total com todas as velas apagadas, ficou conhecido como Tenebræ (Trevas em latim, Ofício das Trevas em português). Como as singulares horas da noite em que decorriam não eram propícias à adesão dos fiéis, as autoridades eclesiásticas permitiam que as Matinas fossem antecipadas para o fim da tarde do dia anterior; as Matinas de Quinta-Feira Santa eram celebradas na Quarta-Feira, e os itens musicais destinados ao "Jeudi Saint" eram pois conhecidos como pertencentes ao "Mercredi Saint", e assim sucessivamente. As Matinas intercalavam 9 Responsos com 9 Leituras - ou Lições - sendo que as 3 primeiras de cada dia do Tríduo eram extraídas do Livro bíblico das Lamentações. Tradicionalmente atribuídas ao Profeta Jeremias, as Lamentações foram escritas cerca do ano 586 a.C. e são constituídas por 5 poemas que lamentam a destruição do Templo de Jerusalém sob o rei Nabucodonosor, e os consequentes exílio e sofrimento do povo judeu. É usada uma linguagem viva, rica em imagens, e particularmente intensa na descrição de tópicos como a miséria, a violência, a dor, a pobreza e a fome. Na liturgia católica a sua função era recordar aos cristãos os malefícios do pecado e de uma vida longe de Deus, e a apelar à sua conversão, revivendo simultaneamente a tragédia da Paixão de Cristo.

Ainda que o cerimonial parisiense recomendasse serem cantadas austeramente sobre os tons de recitação tradicionais do Cantochão, as Trevas transformaram-se gradualmente numas das mais galantes coqueluches da cidade de Paris, a que ocorriam multidões. Como a Académie Royal de Musique (Ópera) se encontrava obrigatoriamente fechada durante a Quaresma, e outros divertimentos eram também limitados, esta era uma oportunidade privilegiada para escutar obras dos maiores compositores do tempo executadas pelos mais exímios intérpretes: os músicos da corte deslocavam-se aos conventos e igrejas de Paris e os próprios solistas da Ópera juntavam-se a talentosos Religiosos, para aumentaram o esplendor devocional de tais ocasiões.
Como infelizmente nenhuma obra de De Lalande para órgão sobreviveu, completamos o nosso programa com obras de três grandes organistas franceses seus contemporâneos: Marchand, Raison e Du Mage.

Programa
André Raison (ca.1640-1719)
Gravement au Grand Plein Jeu (1er Kyrie de la 3ème Messe)
Livre d'Orgue contenant Cinq Messes [...] à Paris. 1688

Michel-Richard de Lalande (1657-1726)
Troisième Leçon du Mercredi S.118
Les III Leçons de Ténèbres et le Miserere a voix seule du Feu Mr. De Lalande [...] à Paris. 1730

Louis Marchand (1669-1732)
Plein Jeu - Fugue - Plein Jeu
Pièces d'orgue du Grand Marchand [...] 2ème Livre [5ème Livre] [ca. 1729]
Michel-Richard de Lalande Troisième Leçon du Jeudi S.121 Les III Leçons de Ténèbres et le Miserere a voix seule du Feu Mr. De Lalande [...] à Paris. 1730 Pierre Du Mage (1674-1751) Plein Jeu - Récit - Grand Jeu 1er Livre d'Orgue contenant une Suite du premier Ton [...] à Paris. 1708 Michel-Richard de Lalande Troisième Leçon du Vendredi S.124 Les III Leçons de Ténèbres et le Miserere a voix seule du Feu Mr. De Lalande [...] à Paris. 1730

16 de novembro | quinta-feira | 18h00 | Auditório CCCI do Departamento de Comunicação e Arte – Universidade de Aveiro
Ópera – Magdala
Maria de Magdala, mulher, apostola, mistério. Várias mulheres numa só, amada e repudiada, símbolo de graça e de queda, de pecado e salvação. Percorrendo os demónios da sua infância, na atracão de divindade, às dúvidas da mulher sobre a humanidade e o sagrado, até ao desabrochar espiritual e filosófico no encontro com o espirito e a alma, assim se desenvolve a ópera “Magdala”.
Três percursos, um destino. Três caminhos, uma chegada. Uma reflexão sobre a mulher e a sua sacralidade, sobre a sua humanização, carregada de dúvidas, medos e desejos. Plena de si, solitária ou envolvida em afetos e abandonos, Maria remete-se à sua Magdala natal como o refúgio necessário para a sua compreensão das escolhas, suas e dos deuses.
Baseado livremente no livro de Margaret George "A Paixão de Maria Madalena" e no "Evangelho de Maria Madalena" contam-se três fases da vida de Maria de Magdala, infância, encontro com Jesus e o seu testemunho após a morte deste.
Todo o cenário, sombras de personagens mencionadas, mas sempre ausentes fisicamente, aparecem no(s) video(s), cenário físico, que se vai transformando lentamente também no video de fundo.

Programa

Baseado livremente no livro de Margaret George "A Paixão de Maria Madalena" e no "Evangelho de Maria Madalena" contam-se três fases da vida de Maria de Magdala, infância, encontro com Jesus e o seu testemunho após a morte deste.

Todo o cenário, sombras de personagens mencionadas, mas sempre ausentes fisicamente, aparecem no(s) vídeo(s), cenário físico, que se vai transformando lentamente também no vídeo de fundo.

Música
Eduardo Luís Patriarca
Libreto
Eduardo Luís Patriarca
Vídeo
Eduardo Luís Patriarca
Software/ Patches
Paulo Jorge Fernandes Teixeira
Encenação
Marina Pacheco, Eduardo Luís Patriarca
Imagen(s)
Isabel Lhano
Figurino(s)
Gio Rodrigues

19 de novembro | domingo | 21h00 | Museu de Aveiro
Recital de Violino e Piano
O recital apresentado pelo violinista Nuno Soares e pelo pianista Youri Popov, será na sua totalidade preenchido pela Obra para Violino e Piano de Luís de Freitas Branco (1890-1955). Este duo tem planeada a gravação completa das obras em 2018, para a etiqueta mpmp (Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa).

A primeira obra do programa, a Sonata nº 1, foi composta pelo então jovem compositor, no verão de 1908, com o objetivo de participar num Concurso de Composição organizado pela Sociedade de Música de Câmara em Lisboa. Freitas Branco, inspirado pela Sonata de César Franck, demonstrou também possuir uma linguagem musical bastante pessoal e requintada, obtendo dessa forma o primeiro prémio do Concurso. O violinista Francisco Benetó, como membro da Sociedade de Música de Câmara e elemento do júri do Concurso, presidido por Viana da Mota, foi o primeiro intérprete desta belíssima Sonata em junho de 1909acompanhado pelo pianista José Bonet.

A Segunda Sonata de Freitas Branco, concluída em outubro de 1928, vinte anos depois da Primeira Sonata, é uma obra que poderemos considerar de maior maturidade, principalmente porque exprime um ideal de música mais abstrato. Freitas Branco parece alhear-se das conveniências de escrita de cada um dos instrumentos, principalmente na parte do violino, para construir uma sonata bem assente no tradicional plano formal.

O Prélude foi composto em 1910, mesmo ano em que Freitas Branco compôs Mirages, para piano, e o poema sinfónico Paraísos Artificiais. Aqui Freitas Branco explora uma série de texturas sonoras e bastante liberdade modulatória.

Programa
I
Primeira Sonata para violino e piano
I. Andantino
II. Allegretto Giocoso
III. Adagio Molto
IV. Allegro con fuoco

II
Segunda Sonata para violino e piano
I. Allegro
II. Scherzo
III. Andantino
IV. Allegro
Prélude para violino e piano
Nuno Soares, Violino
Youri Popov, Piano

23 de novembro | quinta-feira | 21h30 | Auditório do Departamento de Comunicação e Arte - Universidade de Aveiro
Recital de Piano - Música Ibérica
Este recital de música ibérica assinala duas efemérides: os cem anos da morte do compositor português Alfredo Napoleão e os cento e cinquenta anos do nascimento do compositor espanhol Enrique Granados, grande figura do nacionalismo espanhol.
Neste recital ouviremos primeiro o Prelúdio e Fuga op. 41 em fá sustenido menor, obra em que as linguagens barroca e romântica se entrelaçam e quase entram em conflito.
A Lenda da Beira op. 39 tem como inspiração uma estrofe do Canto III dos Lusíadas de Luís de Camões referente à lenda de Inês de Castro.
A música sugere a tristeza do drama da morte de Inês e a transformação das suas lágrimas na fonte que ainda hoje existe.
O estudo-capricho Suspiros do Tejo op. 38 representa um tranquilo dueto amoroso sobre as águas do Tejo. As águas são representadas pelos arpejos na mão direita enquanto o canto surge em ambas as mãos, tanto em separado como em dueto.
O alegre Rondó op. 47 vai beber muito ao espírito dos rondós de Chopin, como o do Concerto para Piano e Orquestra nº 1 ou o Rondó op. 16 para piano solo do compositor polaco. No entanto, Alfredo Napoleão surpreende neste seu op. 47, justapondo o espírito Chopiniano a texturas barrocas, quase Scarlattianas, e a marchas impetuosas que lembram Schumann, num conjunto surpreendente e cheio de vivacidade.
A Espanha de Enrique Granados está intimamente associada à Espanha do pintor Francisco Goya e a suite Goyescas para piano é fruto dessa influência. Esta obra maior do nacionalismo espanhol conta uma história de amor trágica entre um majo e uma maja. Obra de intensa sensualidade, tem um carácter quase improvisatório e combina a influência de Wagner, do piano Romântico do séc. XIX, com os sons característicos de Espanha. Algumas peças Goyescas são inspiradas em particular por alguns dos Caprichos (coleção de gravuras) de Goya, como são o caso de uma das seleções desta suite que temos no programa: Los requiebros. Por sua vez, Quejas o la maja y el ruiseñor, uma das páginas mais populares de Granados, e o Fandango de candil, dança plena de espírito e virtuosismo, não têm inspiração directa em nenhuma obra de Goya, mas partilham o espírito do majismo. O programa é completado com a obra mais célebre de Granados, a Dança Espanhola nº 5, que se tornou tão popular na sua transcrição para guitarra que quase custa a acreditar que não tenha sido escrita originalmente para esse instrumento.

Programa
Celebrando a Música de Alfredo Napoleão (Portugal) Assinalando os 100 anos da sua morte e de Enrique Granados (Espanha) Assinalando os 150 anos do seu aniversário

Alfredo Napoleão (1852-1917)
Prelúdio e Fuga op. 41
Suspiros do Tejo. op 38
Lenda da Beira op. 39
Rondo op. 47
Intervalo
Enrique Granados (1867-1916)
Dança Espanhola nº 5
Selecções da Suite Goyescas
(Los majos enamorados):
- Los Requiebros (Galanteios)
- Quejas o la maja y el ruiseñor (Lamentos ou a maja e o rouxinol)
- El fandango de candil (O fandango à luz de candeia)

30 de novembro | quinta-feira | 21h30 | Teatro Aveirense
Concerto de Encerramento dos Festivais de Outono 2017
Orquestra Filarmonia das Beiras
Orquestra de Sopros e Cordas do Departamento de Comunicação e Arte
Luís Carvalho (Maestro Convidado)
Paula García del Valle (Solista)

Local

Vários

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Serviços de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Edifício Central / Reitoria
Universidade de Aveiro
Campus Universitário de Santiago
3810-193 Aveiro | Portugal

Tel.: + (351) 234 370 211
E-mail: festivaisdeoutono@ua.pt

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