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9º Festival das Artes! | Metamorfoses

9º Festival das Artes! | Metamorfoses px
15/7/2017 a 23/7/2017
15 a 23 de Julho

9º Festival das Artes! | Metamorfoses


PROGRAMAÇÃO 2017

Nove Metamorfoses no Festival das Artes

Há nove anos que, em Julho, o jardim da Quinta das Lágrimas se enche de um público que o transforma em sala de espetáculos. Esta é a metamorfose mais visível. Quando o anfiteatro se enche de espectadores e a concha de músicos, o jardim deixa de ser só espaço visível e passa a jardim-música.

Do silêncio nasce a música que transforma o espaço no sentir duplo do que os olhos vêem e os ouvidos ouvem. É a segunda metamorfose. A terceira passa-se dentro do Hotel. O Hotel torna-se um encontro de artistas; os que atuaram ontem encontram os que vão atuar hoje, os jantares transformam-se em tertúlias e debates de pensadores e de artistas, como nas academias clássicas.

A metamorfose dos espaços de Coimbra em festa é a quarta que, de 15 a 23 de Julho, se vai desdobrando em espetáculos. Na Biblioteca Joanina os livros vão ouvir a música do tempo em que foram impressos numa metamorfose que resulta numa emoção dupla que convoca o ver e o sentir, num espaço de beleza mundial. O Mondego segue-lhe os passos e sobre ele se navega com jazz, e no Convento São Francisco inaugura-se o Festival com Beethoven e Brahms.

Coimbra vivendo há séculos o milagre das rosas da Rainha Santa não esquece as duas famosas metamorfoses, a do pão em rosas e a das lágrimas choradas pelas ninfas do Mondego que Camões transformou em água que rega as flores. A Fonte das Lágrimas é assim a metamorfose, que enche os lagos onde se espelha o céu. E os espectadores sentados no anfiteatro ao verem a Fonte iluminada, interrogam-se: Será água? Serão Lágrimas?

Há ainda uma metamorfose, a sétima, que começou em Setembro de 1995 e se renovou há pouco. Não fora isso, não haveria Festival das Artes. A Quinta das Lágrimas, a quinta da família Alarcão há quase três séculos, transformou-se em Hotel e abriu-se à nova era do turismo, e por um golpe da magia do restauro, em 2017 passaram a cinco as quatro estrelas do Hotel.

Da oitava metamorfose ainda pouco sabemos, vem do Luís de Matos, e terá que ser vivida no anfiteatro, na noite de magia a 17 de Julho… Serão as sequoias que vão desaparecer? Será o lago que se vai despejar? Será o público transformado em arbustos?

Que venham todos, venham muitos nesta 9.ª edição das Metamorfoses do Festival das Artes, ajudem a que sobreviva como um tempo e um espaço para celebrar Coimbra, para criar a nona metamorfose, a renovação que se começou este ano e se espera que continue para sempre. Este é o sincero desejo da equipe do Festival das Artes, que o agradece ao público, aos mecenas e ao primeiro de todos, a Câmara Municipal de Coimbra.


Cristina Castel-Branco
Directora do Festival das Artes

15 de Julho, Sábado

Serviço Educativo

11:00 — Câmara Municipal de Coimbra (Praça 8 de Maio)

Sem limite de idade | Nota: Continua no dia 20

“As Metamorfoses de uma Viagem com Leituras”

Numa viagem pela cidade, um tuk tuk carregado de palavras e notícias, vai deixando leituras e novidades do 9º Festival das Artes, para quem habita e passa por essas ruas.

Passeio pela cidade e leituras por Alma Azul
Com a colaboração de Tuk a Day



Ciclo das Artes Plásticas

16:00 — Museu Nacional de Machado de Castro

Inauguração e Cerimónia de Abertura do Festival | Patente até 3 de Setembro

3.as Feiras, das 14:00 às 18:00;
De 4.ª Feira a Domingo, das 10:00 às 18:00;
Encerra às 2.as feiras e Feriados

“Metamorphosis: Cenários em Azul e Branco”

Exposição de azulejaria produzida em parceria pelo
Museu Nacional de Machado de Castro e a Fundação Inês de Castro


Ciclo da Música

19:00 – Convento São Francisco

“Metamorfoses Germânicas”

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Pedro Amaral, maestro

Ludwig van Beethoven 1770 - 1827
Abertura “Egmont”, Op.84 (1810)


Richard Strauss 1864 - 1949
“Metamorphosen”, Estudo para 23 cordas solistas Op. 142 (1945)

Johannes Brahms 1833 - 1897
Sinfonia Nº1 em Dó menor, Op. 68 (1876)
NOTAS AO PROGRAMA

Ludwig van Beethoven 1770 - 1827
Abertura “Egmont”, Op.84 (1810)

Composta em 1810 para a representação de uma peça teatral de Goethe, a Abertura Egmont baseia-se na vida do Conde Egmont, que morreu em 1568 para libertar o seu povo do jugo dos espanhóis. Beethoven reviu-se na postura do herói flamengo, cujos traços de carácter são sugeridos através da música, numa situação política paralela às invasões napoleónicas que então decorriam.

Richard Strauss 1864 - 1949
“Metamorphosen”, Estudo para 23 cordas solistas Op. 142 (1945)

A obra de Richard Strauss também reflete o clima político da época - Metamorphosen foi escrita entre Agosto de 1944 e Março de 1945, quando se precipitava o final da Grande Guerra e a vitória dos aliados já era para todos evidente. A obra foi provavelmente buscar o seu título a Goethe, cuja poesia Strauss conhecia bem, e a melodia evoca a marcha fúnebre da Sinfonia Heróica de Beethoven. Este autêntico lamento para 23 instrumentos de corda solistas assinala um fim: duas semanas depois de ter sido concluído, Hitler suicidou-se.

Johannes Brahms 1833 - 1897
Sinfonia Nº1 em Dó menor, Op. 68 (1876)
I. Un poco sostenuto – Allegro
II. Andante sostenuto
III. Un poco allegretto e grazioso
IV. Adagio – Allegro non troppo, ma con brio

Um dos momentos mais marcantes da biografia de Brahms foi quando, em 1853, bateu à porta da casa dos Schumann, em Düsseldorf. Jovem, com apenas 20 anos de idade, deslumbrou o casal tocando ao piano durante horas a fio. Robert Schumann logo lhe vaticinou um lugar entre os melhores, fazendo questão de o anunciar publicamente. Assim aconteceu, mas o processo foi longo: só passados vinte e três anos, em 1876, foi estreada a sinfonia que, no entender de Brahms, seria merecedora do legado de Beethoven. A História deu razão a ambos.


BIOGRAFIAS

Orquestra Metropolitana de Lisboa
A Orquestra Metropolitana de Lisboa estreou-se em 1992. Desde então os seus músicos asseguram intensa actividade com uma qualidade e versatilidade constantes, abordando géneros diversos, criando novos públicos e afirmando o carácter inovador do projecto “AMEC/ Metropolitana”, de que a OML é a face mais visível. Apresentou-se na Áustria, Bélgica, França, Itália, China, Índia, Coreia do Sul, Macau e Tailândia. Em 2009 tocou em Cabo-Verde numa ocasião histórica em que, pela primeira vez, se fez ouvir uma orquestra clássica no arquipélago. Tem gravados doze CD e, ao longo destes vinte e cinco anos, colaborou com inúmeros artistas de grande reputação no plano nacional e internacional.

Pedro Amaral
Pedro Amaral é natural de Lisboa e estudou composição, como aluno particular, com Fernando Lopes-Graça. Frequentou o Instituto Gregoriano de Lisboa antes de concluir o Curso de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de Christopher Bochmann. Em Paris, orientado por Emmanuel Nunes, graduou-se com o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Na mesma cidade concluiu um Mestrado em Musicologia Contemporânea na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Estudou ainda direção de orquestra com Peter Eötvös e Emílio Pomàrico e foi assistente de Karl-Heinz Stockhausen em diversos projetos. Professor Auxiliar da Universidade de Évora desde o ano letivo de 2007/2008, Pedro Amaral é autor de várias obras, entre as quais se destacam “Transmutations”, “Script” a ópera “O Sonho” e a sua música é regularmente interpretada em importantes festivais de música contemporânea. Trabalha regularmente com a Orquestra Gulbenkian, a OrquestrUtopica, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra de Câmara Portuguesa e o Ensemble InterContemporain, entre outros. É, desde Julho de 2013, Diretor Artístico e Pedagógico da Orquestra Metropolitana de Lisboa.


Ciclo do Cinema

21:30 — Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

Apresentação do Ciclo do Cinema por Pedro Mexia
Duração: 135′; Custo: € 2

“I'm Not There” (2007) | “Não Estou Aí” | Todd Haynes, realização

I'm Not There é uma viagem pouco convencional à vida e aos tempos de Bob Dylan. Seis atores interpretam o papel de Dylan, como uma série de personagens em mutação, do público ao privado, passando pelo fantasioso, tecendo no seu conjunto um retrato rico e colorido deste sempre esquivo ícone americano. Poeta, profeta, fora-da-lei, falso, estrela elétrica, mártir do rock'n'roll, Cristão Novo, sete identidades cruzadas, sete órgãos a alimentar a história de uma vida, tão densa e vibrante como a era que a inspirou.

Pedro Mexia, comissário
Com a colaboração de Fila K Cineclube



16 de Julho, Domingo

Ciclo das Artes Plásticas

18:00 — Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra,
Sala de S. Pedro. Inauguração

Até 22 de Julho
De 2.ª a Sábado, das 10:00 às 17:00 | Encerra aos Domingos
Marcações e Reservas: 239 247 280 / reservas@uc.pt

“Mutatis Mutandis: Os Dramas da Forma”
Metamorfoses é o título de um longo poema de Ovídio (43 a.C. – 17 d.C.) que escapa a qualquer classificação esquemática. Porém, nenhuma obra da Antiguidade exerceu tão grande influência sobre a cultura europeia, nomeadamente sobre a literatura e as artes. Nela se reúnem 250 histórias, cujas personagens se caracterizam por serem objeto das mais incríveis transformações. Os corpos que se transformam em fontes, em pedras, em flores ou em animais representam os dramas da forma.
Muito além das circunstâncias do tempo em que viveu, Ovídio glorifica o indivíduo, a fantasia e o amor, chamando a atenção para a metamorfose permanente do mundo, captada, ao mesmo tempo, como essência e como ilusão. Continuamente presente na tradição literária europeia, este livro inspirou e continua a inspirar intelectuais e artistas de todos os tempos.

Exposição documental sobre Ovídio nas coleções da Universidade de Coimbra.
Exposição produzida em parceria pela Universidade de Coimbra e a Fundação Inês de Castro


Ciclo da Música

21:00 – Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra
“Viagem na Nau do Tempo”

Il Dolcimelo
Isabel Monteiro, maestrina

VIAGEM NA NAU DO TEMPO
I [despedida & largada] - CHANSONS & DANSERYES
II [afastamento & saudades] - VILANCICOS DOS CANCIONEIROS IBÉRICOS
III [tormenta & fé] - ENSALADA DE MATEO FLECHA ‘LA BOMBA’


NOTAS AO PROGRAMA

Lembro que cousa é uma nau da Índia posta à vela com seiscentas, oitocentas e às vezes mais de mil pessoas dentro em si, homens, mulheres, meninos, escravos, nobres, povo, mercadores, soldados, gente do mar.
João de Lucena (1550-1600)

Ao pensar em METAMORFOSES, no âmbito do estudo do século XVI, inevitavelmente ocorre a associação com o imortal poema homónimo de Ovídio, tão presente na Cultura e nas Artes do Renascimento. Diversas edições da obra integravam a notável biblioteca do duque D. Teodósio de Bragança (1505-1563), refletindo assim a imagem do humanismo quinhentista própria de um grande Senhor. Nesta época estava Portugal a passar pela sua notável reconfiguração enquanto sociedade e território, metamorfoseando-se de um pequeno reino europeu, periférico, numa potência imperial multicultural. O extraordinário protagonismo da nau em todo esse processo é naturalmente inquestionável.

Este concerto, sob o mote da Viagem na Nau do Tempo, evoca assim – através de um património musical singular – o papel da navegação intercontinental que transformou a vida dos portugueses e dos seus interlocutores na primeira metade do século XVI. As dificuldades por que passava o viajante da época quanto a transportes, alojamento e segurança pessoal, no mar agravavam-se com os perigos de tormentas e calmarias, perda de rumo, escassez de víveres, doenças e a iminência da morte. A viagem intercontinental a bordo de uma nau era então comparável a uma fortaleza sitiada. De uma maneira ou de outra, estas vicissitudes aparecem espelhadas na música deste programa – de matriz ibérica mas incluindo obras de outras geografias – numa paleta que assinala a audácia e a aventura, mas também a saudade, a fragilidade humana perante os desígnios inexoráveis da Natureza.


BIOGRAFIAS

Il Dolcimelo
O grupo de música antiga Il Dolcimelo é uma associação sem fins lucrativos, há mais de 20 anos dedicada ao estudo e divulgação do património musical do Renascimento em interação com a cultura portuguesa, não descurando que o seu trabalho se destina aos ouvintes do século XXI.
É constituído por instrumentistas diplomados, elementos do Coro Gulbenkian e outros coralistas experientes, unidos em torno da prática historicamente informada da música antiga e utilizando réplicas de instrumentos renascentistas. Ao longo de duas décadas tem vindo a dedicar-se ao tema da Festa de Corte no Renascimento, baseando o seu trabalho em pesquisa musicológica, literária e iconográfica, do que resulta a criação de espetáculos temáticos algo inesperados. Ocasionalmente conta com a colaboração de intérpretes das áreas do teatro e das danças históricas. Nos últimos anos tem vindo a alargar o leque de atividades participando em congressos e conferências, quer apresentando comunicações relativas à música quinhentista em Portugal, quer com curtos recitais temáticos em conformidade com os objetivos de cada evento. Proporciona ou apoia formação nestas áreas e disponibiliza ateliers para crianças em idade escolar e famílias. Para 2018 prepara uma Residência Artística no âmbito dos 500 anos do casamento de D. Manuel I com D. Leonor de Áustria, incluindo concertos, workshops e oficinas para crianças – nas áreas da música, teatro e danças renascentistas – sob o tema do Recebimento Real, 1518.

Isabel Monteiro
Isabel Monteiro é licenciada em Flauta de Bisel pela Escola Superior de Música de Lisboa e Mestre em Musicologia Histórica pela Universidade Nova de Lisboa com a tese “Instrumentos e instrumentistas de sopro no século XVI português”. Apresenta regularmente comunicações em encontros científicos, incidindo em temáticas relacionadas com os instrumentos musicais quinhentistas, algumas recentemente publicadas ou a publicar em atas. É docente na Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, e responsável artística pelo grupo de música antiga Il Dolcimelo.



Ciclo do Cinema

21:30 — Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
Duração: 73′; Custo: € 2

“Cat People” (1942) | “A Pantera” | Jacques Tourneur, realização

Assim como a lenda dos lobisomens, a lenda duma criatura que seria metade pantera metade mulher é algo que se perde na memória colectiva dos tempos e cuja origem poderá inclusive ter base em fenómenos que os cientistas recusam, mas a História descreve.
Sem recurso a qualquer efeito especial além de uma realização soberba e de jogos de planos, de sombra e de luzes perfeitos, o realizador confronta-nos com os nossos próprios fantasmas e embrenha-nos em algumas das inconfessáveis pulsões humanos, como os amores proibidos, o ciúme e o desejo de matar.

Pedro Mexia, comissário
Com a colaboração de Fila K Cineclube


17 de Julho, 2.ª Feira

Ciclo das Artes do Palco

21:00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“Luís de Matos 360º”

Mestre Mágico Luís de Matos


Um espetáculo único, concebido e desenhado para o Festival das Artes, sob o tema da METAMORFOSES, onde a magia interage com os elementos paisagísticos, naturais e arquitetónicos, sem se impor à circundante, mas a ela recorrendo no potenciar da experiência vivida por cada espectador.
Luís de Matos ocupará, pela primeira vez, na sua carreira e na história do Festival das Artes, o absoluto centro do “Anfiteatro” da Quinta das Lágrimas, convidando o público a que, em seu redor, viva momentos únicos num permanente convite à sua capacidade de sonhar.

Uma encomenda da Fundação Inês de Castro


Ciclo das Conferências

22:30 — Hotel Quinta das Lágrimas

“Metamorfoses na Literatura: Ovídio, Camões, Jorge de Sena”

José Carlos Seabra Pereira e Carlos André, oradores


18 de Julho, 3.ª Feira


Serviço Educativo

11:00 — Jardins da Quinta das Lágrimas

Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada, dos 5 aos 13 anos;
Custo: € 2 | Nota: Repete no dia 20

“Metamorfoses da Rã”

Atividade de animação lúdica para a infância e juventude inspirada nas metamorfoses da rã.

Para lá da ludicidade inerente à atividade, pretende-se, de um modo nada teórico e essencialmente prático, transmitir algum do conhecimento científico aliado a esta metamorfose natural, talvez a mais referida, embora nem sempre inteiramente conhecida.

Animação multidisciplinar para a infância pela Camaleão


Serviço Educativo


18:30 — Jardins da Quinta das Lágrimas

Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada, sem limite de idade;
Custo: € 5 | Nota: Repete no dia 21

“Metamorfoses Mágicas”

Visita guiada aos Jardins da Quinta das Lágrimas pelo mágico Luís Rodrigues


Ciclo da Música

21:00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“Dessa Vez”

Adiana Calcanhotto, voz e guitarra
Gabriel Muzak, guitarra





NOTAS AO PROGRAMA

Durante a sua residência de um semestre letivo em Coimbra, Adriana Calcanhotto, além das masterclasses, conferências e workshops a que se dedicou, teve também aulas de guitarra elétrica “para não enferrujar de todo”. Escolheu como professor Gabriel Muzak, compositor e guitarrista carioca atualmente a viver em Lisboa. Ele participou nas aulas na Universidade tocando cantigas de trovadores medievais como D. Dinis e Arnaut Daniel, poemas de Adília Lopes musicados pela compositora durante a residência coimbrã e alguns clássicos do cancioneiro brasileiro.

Para o Festival das Artes, Adriana Calcanhotto, acompanhada por Gabriel, apresenta – num alinhamento inédito - algumas dessas músicas: cantigas de trovadores, poemas musicados, canções novas escritas em Portugal e os sucessos incontornáveis da sua trajetória musical como “Fico assim sem você “, “Vambora” e “Esquadros”.


BIOGRAFIAS

Adriana Calcanhotto
Adriana Calcanhotto iniciou o seu percurso artístico em meados da década de 80 na sua cidade natal, Porto Alegre, no sul do Brasil. A sua discografia começou com “Enguiço” (1990), com o qual obteve o Prémio Sharp de Revelação Feminina. Seguiram-se diversos álbuns: “Senhas” (1992); “A Fábrica do Poema” (1994); “Maritmo”, gravado em 1998, o primeiro título de uma trilogia com referências explícitas ao mar e que conta igualmente com “Maré” (2008) e “Olhos de Onda” (2014); “Público” (2000); “Cantada” (2002); “O Micróbio do Samba” (2011); “Olhos de Onda” (2014) e “Loucura” (2015), com o qual ganhou em 2016 o Prémio da Música Brasileira na categoria Melhor DVD.

Em 2004 criou o heterónimo infantil Adriana Partimpim, cujo projeto recebeu o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Infantil, seguido de “Dois” (2009) e “Tlês” (2012). As músicas “Uns versos” e “Âmbar” foram gravadas por Maria Bethânia no álbum batizado pela segunda canção. Depois disso, foi interpretada por artistas como Gal Costa, Ney Matogrosso, Marisa Monte, Simone, Belchior, Los Hermanos, Teresa Cristina, Leila Pinheiro e Ed Motta.

Durante a digressão portuguesa do álbum “Maré”, Adriana Calcanhotto escreveu “Saga Lusa – O relato de uma viagem”. Em Dezembro de 2015 deu um recital de poesia portuguesa e brasileira na Biblioteca Joanina, com Arthur Nestrovski, sendo nomeada Embaixadora da Universidade de Coimbra. A parceria com a Universidade estreitou-se ainda mais de Fevereiro a Julho de 2017, com uma residência artística durante a qual lecionou sobre poesia portuguesa e brasileira, trovadores provençais e galegos, a invenção da língua portuguesa e a canção popular do Brasil. O presente concerto encerra a estada de Adriana Calcanhotto na cidade de Coimbra.

Gabriel Muzak
O guitarrista e compositor Gabriel Muzak integrou algumas bandas importantes da cena musical do Rio de Janeiro desde os anos 90, tendo tocado com nomes como Wilson das Neves, Bnegão, Otto, entre outros. Distingue-se também como compositor de bandas sonoras para cinema. A sua principal marca é a mistura de diferentes estilos e culturas musicais nos seus trabalhos.


19 de Julho, 4.ª Feira

Ciclo das Artes Plásticas

18:00 — Edifício Chiado

Inauguração | Patente até 3 de Setembro
De 3.ª a 6.ª feira, das 10:00 às 18:00; Sábados e Domingos, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00. Encerra às 2.as feiras e Feriados

“Árpád Szenes – Metamorfoses”

Árpád Szenes interpreta o texto de Kafka, “A Metamorfose”, onde o corpo se torna estranho ao homem que o habita.


Exposição com curadoria de Marina Bairrão Ruivo

Exposição produzida em parceria pela Câmara Municipal de Coimbra, a Fundação Árpád Szenes – Vieira da Silva e a Fundação Inês de Castro


Ciclo da Música

21:00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“Metamorfoses ao Piano”

Irina Chistiakova, pianista

Domenico Scarlatti 1685 - 1757
Sonata em Ré menor, K 213

Wolfgang Amadeus Mozart 1756 - 1791
Sonata em Ré Maior, KV 284
I. Allegro
II. Rondeau en polonaise: andante
III. Tema e variações

Ludwig van Beethoven 1770 - 1827
Sonata nº 30 em Mi Maior, Op. 109
I. Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo – Tempo I
II. Prestissimo
III. Andante molto cantabile e espressivo
Var.I – Molto espressivo
Var.II – Leggiermente
Var.III – Allegro Vivace
Var.IV – Un poco meno andante, cioè, un poco più adagio del tema
Var.V – Allegro ma non troppo
Var.VI – Tempo I del tema (Cantabile)

Franz Liszt 1811 - 1886
Fantasia quasi Sonata "Après une lecture du Dante"

Sergei Prokofiev 1891 - 1953
Sonata em Si bemol Maior, Op. 83
I. Allegro inquieto
II. Andante caloroso
III. Precipitato


NOTAS AO PROGRAMA

No recital desta noite, Irina Chistiakova interpreta alguns dos principais marcos da Sonata, uma das mais importantes formas musicais da história da música.

O termo remonta à Idade Média, quando surgiram as primeiras referências à palavra sonnade para indicar peças instrumentais. Ao longo do século XVI o termo sonata foi aparecendo com maior regularidade, referindo-se a uma peça musical instrumental e não vocal - sonata por oposição a cantata.
Foi já no período barroco que a sonata se impôs definitivamente como forma musical para instrumentos de tecla. Domenico Scarlatti marcou o apogeu da sonata barroca, usando a forma binária: numa primeira parte é apresentada uma ideia musical e na segunda parte a ideia é desenvolvida antes de ser apresentada de novo (reexposição).

Com o classicismo vienense protagonizado por Haydn, Mozart e Beethoven, assiste-se a uma nova metamorfose da sonata, agora com 3 andamentos: Allegro – Andante – Allegro. Beethoven acrescentaria um 4º andamento que é interpretado antes do andamento final.

Nas suas derradeiras sonatas, que apontam já para uma estética romântica, Beethoven explora a ideia de um só andamento, que permite uma grande liberdade artística e do qual é bom exemplo a Fantasia quasi Sonata de Lizst.

Já no século XX, Prokofiev escreveu três sonatas para piano durante a 2ª Guerra Mundial. A sonata Op. 83 é a 2ª dessa trilogia que ficaria conhecida como Sonatas de Guerra, marcadas pelas dissonância e carácter vincado e sombrio.


BIOGRAFIA

Irina Chistiakova
Irina Chistiakova nasceu em 1990 em Moscovo. Seis anos mais tarde ingressou no Conservatório de Música Tchaikovsky (Moscovo) e em 1999 tocava a solo obras de Chopin no Grande Auditório da reputada instituição. Aos onze anos de idade já tinha tocado em salas de concerto na Rússia, Alemanha e França, enquanto solista ou em duo com a sua irmã mais velha - Galina Chistiakova, pianista igualmente talentosa e premiada. Foi galardoada em diversos concursos internacionais de piano tais como o Schelkunchik (Moscovo, 2002), F. Chopin International (Moscovo, 2004), Zagreb (Croácia, 2006), Giuliano Pecar International (Itália, 2007), Manuel Ponce International (México, 2010), Claudio Arrau International (Chile, 2012) e Ettore Pozzoli (Itália, 2013). Em 2013 concluiu, com distinção, a licenciatura no Conservatório Tchaikovsky. Actualmente, quando não está em digressão ou em gravações, Irina Chistiakova prossegue os seus estudos de pós-graduação sob a orientação de Mikhail Voskresensky (Conservatório Tchaikovsky - Moscovo) e de Jacques Rouvier (Universidade das Artes - Berlim). Bolseira de várias instituições, gravou um CD e participou em emissões nos canais “Arte” (Franco-Alemão), “Culture” (Rússia) e nas cadeias de rádio e televisão estatais do México, país com o qual tem uma estreita relação, tendo sido convidada pelo maestro Enrique Bátiz para ser solista regular convidada na Orquestra Sinfónica do Estado do México, em 2009. Ao lado desta orquestra efectuou uma digressão de 23 concertos nos EUA no ano de 2015.


Ciclo das Conferências

22:30 — Hotel Quinta das Lágrimas

“Bernini: Luz, Sombra e Movimento”

José Monterroso Teixeira, orador



20 de Julho, 5.ª Feira

Serviço Educativo

11:00 — Jardins da Quinta das Lágrimas

Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada, dos 5 aos 13 anos;
Custo: € 2 | Repetição do evento de dia 18

“Metamorfoses da Rã”

Atividade de animação lúdica para a infância e juventude inspirada nas metamorfoses da rã.

Para lá da ludicidade inerente à atividade, pretende-se, de um modo nada teórico e essencialmente prático, transmitir algum do conhecimento científico aliado a esta metamorfose natural, talvez a mais referida, embora nem sempre inteiramente conhecida.

Animação multidisciplinar para a infância pela Camaleão.


Serviço Educativo

18:00 — Jardins da Quinta das Lágrimas

Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada, sem limite de idade;
Continuação do evento de dia 15

“Depois da Viagem… Metamorfoses e Leituras”

Depois de uma segunda viagem pela cidade, o tuk tuk pára nos Jardins da Quinta das Lágrimas para uma conversa sobre as metamorfoses da e na literatura.

Leituras por Alma Azul
Com a colaboração de Tuk a Day


Ciclo da Música

21:00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“Metamorfoses Sinfónicas”

Orquestra Filarmónica Portuguesa
Osvaldo Ferreira, maestro


Paul Hindemith 1895-1963
Metamorfoses Sinfónicas sobre temas de Carl Maria von Weber (1943)
I. Allegro
II. Turandot, Scherzo
III. Andantino
IV. Marsch

Sergei Rachmaninov 1873-1943
Sinfonia nº 2 em Mi menor, Op. 27 (1907)
I. Largo - allegro moderato
II. Alegro molto
III. Adagio
IV. Allegro Vivace


NOTAS AO PROGRAMA

Paul Hindemith 1895-1963
Metamorfoses Sinfónicas sobre temas de Carl Maria von Weber (1943)

Depois de uma passagem pela Suíça, Paul Hindemith mudou-se definitivamente para os EUA em 1940, durante a 2ª Guerra Mundial. Fascinado pela dança, Hindemith foi desafiado a escrever música para um bailado sobre temas de Carl Maria von Weber, mas perdeu o entusiasmo ao confrontar-se com o coreógrafo, cujas conceções artísticas diferiam muito das suas. Pouco tempo depois, Hindemith retomou os esboços musicais e concluiu as Metamorfoses sinfónicas sobre temas de Carl Maria von Weber, estreadas em 1944 pela Orquestra Filarmónica de Nova Iorque.

Sergei Rachmaninov 1873-1943
Sinfonia nº 2 em Mi menor, Op. 27 (1907)

Composta entre Outubro de 1906 e Abril de 1907, a 2ª sinfonia de Rachmaninov marca uma clara transição na vida e criatividade do compositor, pianista e maestro russo. Depois de um alargado período depressivo, do qual saiu com a ajuda de um médico psiquiatra, Rachmaninov compôs o 2º concerto para piano, com o qual obteve um sucesso estrondoso. A sua 2ª sinfonia surge nesta fulgurante vaga criativa, afirmando definitivamente a postura artística do grande músico russo. Num período histórico que conheceu diversas e inovadoras estéticas musicais, a música de Rachmaninov inscreve-se numa tradição romântica russa, lírica e arrebatadora.


BIOGRAFIAS

Orquestra Filarmónica Portuguesa
A Orquestra Filarmónica Portuguesa foi fundada em Maio de 2016 por Osvaldo Ferreira e Augusto Trindade. A orquestra integra um conjunto de músicos de elevado padrão técnico e artístico - muitos são artistas premiados em concursos nacionais e internacionais, tendo nomeadamente colaborado com a Orquestra Jovem da União Europeia. Conta também com músicos estrangeiros residentes em Portugal, que se juntaram neste projeto de criação de uma orquestra que fosse uma referência e símbolo de qualidade, atuando em todo o território nacional. A orquestra produz concertos sinfónicos, ópera, e no futuro irá criar ligações com outros géneros artísticos, numa procura de desenvolvimento de eventos e espetáculos criativos.

A Orquestra Filarmónica Portuguesa apresentou o seu concerto inaugural no dia 7 de Maio de 2016 no Europarque, tendo ainda atuado no Centro Cultural do Arade, no Algarve e no Festival Cistermúsica de Alcobaça (ainda com a designação de Orquestra Euro-Atlântica). A reação do público, da crítica especializada e dos músicos de todo o país, foi unânime e elegeu este projeto como um dos mais importantes dos últimos anos no nosso país, pela sua qualidade e originalidade.

A Orquestra Filarmónica Portuguesa é um projeto de dimensão nacional sob a direção artística de Osvaldo Ferreira, atualmente um dos mais representativos maestros nacionais.


Osvaldo Ferreira
Osvaldo Ferreira realizou um mestrado em direção de orquestra em Chicago e é pós-graduado pelo Conservatório de São Petersburgo, na classe de Ilya Mussin. Foi laureado em 1999 no Concurso Sergei Prokofiev, na Rússia. Recebeu o “Fellowship” do Aspen Music Festival nos EUA, onde frequentou a American Conductors Academy. Foi assistente de Claudio Abbado em Salzburgo e Berlim. Estudou ainda com Jorma Panula e David Zinman e foi bolseiro do Ministério da Cultura de Portugal e da Fundação Calouste Gulbenkian. Gravou vários CD com obras de autores portugueses para a Editora Numérica e um CD duplo com Sinfonias de Mozart.

Atual diretor artístico da Orquestra Filarmónica Portuguesa e da Sociedade de Concertos de Brasília, Osvaldo Ferreira foi recentemente diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná e diretor da Oficina de Música de Curitiba. Em Portugal, foi diretor e administrador do Teatro Municipal de Faro, diretor artístico do Festival Internacional de Música do Algarve e da Orquestra do Algarve, com a qual se apresentou em diversas cidades europeias. Da sua vasta carreira destaca-se o trabalho à frente de importantes orquestras internacionais, percurso que continua na temporada de 2017/2018. Na qualidade de maestro convidado, irá apresentar-se com a Orquestra Filarmónica de S. Petersburgo, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Filarmónica de Qingdao (China), Orquestra Sinfónica de Nuremberga, Orquestra Sinfónica da Venezuela (onde gravará novo CD) e com a Orquestra do Estado Russo em Moscovo, entre outras. Irá ainda ministrar masterclasses de direção de orquestra no Conservatório de S. Petersburgo, Conservatório do Luxemburgo e Conservatório de Música de Castelo Branco.


21 de Julho, 6.ª Feira

Serviço Educativo

11:00 — Jardins da Quinta das Lágrimas

Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada
Custo: € 15; Grátis para crianças, dos 5 aos 13 anos

“Uma Pitada de Magias… Na Cozinha do Chef Dias”

Workshop de Gastronomia para pais e filhos com o Chef Vítor Dias e momento de magia com Luís Rodrigues


Serviço Educativo


18:30 — Jardins da Quinta das Lágrimas

Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada, sem limite de idade;
Custo: € 5; Repetição do evento de dia 18

“Metamorfoses Mágicas”

Visita guiada aos Jardins da Quinta das Lágrimas pelo mágico Luís Rodrigues


Ciclo da Música

21:00 – Anfiteatro Colina da Camões, Quinta das Lágrimas

“Mongrel – Chopin e Jazz”

Mário Laginha Trio
Mário Laginha, piano
Bernardo Moreira, contrabaixo
Alexandre Frazão, bateria

Frédéric Chopin 1810 - 1849
Nocturno Op.48 nº1
Valsa Op.34 nº2
Fantasia Op.49
Nocturno Op.15 nº1
Balada Op.23
Estudo Op.10 nº6
Scherzo Op.31 nº2


NOTAS AO PROGRAMA

“Durante os últimos meses, enquanto procurava escolher as peças de Chopin sobre as quais trabalhar, fui relembrando que a profusão de melodias e a riqueza harmónica são uma constante em toda a sua música. No Scherzo, na Balada, na Fantasia e até nos Nocturnos, só utilizei parte dessas melodias (por vezes uma só). Tomei muitas liberdades. Mudei compassos, tempos, modifiquei algumas harmonias - até mesmo melodias - criei espaço para a improvisação, enfim, nunca me abstive de alterar aquilo que me pareceu necessário para aproximar a música de Chopin do meu universo musical. Tinha que o fazer. Ironicamente, embirro solenemente com versões de temas clássicos em que lhes acrescentam um ritmo de jazz ou pop. Nunca o faria. Quis deixar reconhecível a fonte musical, mas fiz os possíveis por não ter uma deferência tal que me inibisse de transformar o que quer que fosse.
O concerto de hoje é uma espécie de heresia a transbordar respeito pelo compositor. E parece-me quase um dever homenagear um dos maiores improvisadores de todos os tempos com uma música que tem na sua matriz a improvisação.”
Mário Laginha


BIOGRAFIAS

Mário Laginha Trio
Criado há mais de uma década, o Mário Laginha Trio reúne três músicos de exceção. Sobre Bernardo Moreira e Alexandre Frazão, Laginha diz serem músicos em que o ato de tocar tem sempre de ser um ato de prazer, e se possível mais, muito mais que isso - um momento de felicidade. O trio gosta de experimentar e de arriscar, sendo o risco um dos estímulos que os fazem, no momento em que sobem ao palco, sentir que estão vivos. Este trio está unido por fortíssimos laços de amizade e uma enorme cumplicidade musical que se tem desenvolvido e manifestado em mais diversas formações e nos mais variados contextos. Isso é bem visível na forma como atuam.

Mário Laginha
Mário Laginha é habitualmente conotado com o jazz. Mas o universo musical que foi construindo ao longo de mais de duas décadas é bem mais abrangente, afirmando-se como um tributo às músicas que sempre o tocaram: o jazz, os sons do Brasil, da Índia, de África, a pop e o rock, sem esquecer as bases clássicas que influenciaram o seu primeiro projeto a solo (Canções e Fugas, de 2006). Mário Laginha tem articulado uma forte personalidade musical com uma vontade imensa de partilhar a sua arte com outros músicos, destacando-se as parcerias com Maria João, Pedro Burmester e Bernardo Sassetti. Mário Laginha tem escrito para diversas formações, de big bands a orquestras, compondo também para cinema e teatro. Os seus mais recentes álbuns intitulam-se “Mongrel”, a partir de originais de Chopin (com Bernardo Moreira e Alexandre Frazão); “Iridescente” (com Maria João) e “Terra Seca” (com Miguel Amaral e Bernardo Moreira).

Alexandre Frazão
Alexandre Frazão é natural de Niterói, no Rio de Janeiro, tendo vindo para Portugal com 19 anos, onde se radicou desde 1987. No Brasil estudou no Conservatório em 1984 e estudou ainda com Alan Dawson, Kenny Washington e Max Roach. Em Portugal dedicou-se principalmente ao jazz e à música improvisada, tendo colaborado, entre outros, com Maria João (cantora) e Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Carlos Martins, Laurent Filipe, Rodrigo Gonçalves, Carlos Barretto, Ficções, Dave O’Higgins, Perico Sambeat, Jon Freeman e Mark Turner. Alexandre Frazão é um músico multifacetado, que se expressa tanto nos vários idiomas jazz, como noutros estilos de música, da música pop ao rock, ou da música tradicional portuguesa a estilos experimentalistas, entre outros, recorrendo de modo inventivo a vários recursos da bateria, para se expressar com uma conceção muito elástica de ritmo e textura.

Bernardo Moreira
Bernardo Moreira iniciou os seus estudos musicais aos 16 anos de idade, na Academia de Amadores de Música. Na década de 80 tocou em vários clubes de jazz em Portugal e no estrangeiro com músicos como Eddie Henderson, Norman Simmons e Al Grey, entre outros. Em 1993 realizou uma digressão pelos EUA com o Moreiras Jazz Quintet, juntamente com o vibrafonista Steve Nelson. Gravou diversos álbuns: “Chocolate”, em 2008 (Duo Maria João e Mário Laginha); "Espaço" em 2007 e "Mongrel" em 2010 (Mário Laginha Trio); "Abril" e "Fado / Tango” (Cristina Branco) e “Terra Seca” em 2013, juntamente com Mário Laginha e o guitarrista Miguel Amaral (Mário Laginha Novo Trio). Toca regularmente em Portugal, Espanha, França, Moçambique, África do Sul, Bélgica, Luxemburgo e Inglaterra.


Ciclo das Conferências

22:30 — Hotel Quinta das Lágrimas

“Metamorfose em Economia: Renova”

Paulo Miguel Pereira da Silva, orador

Renova é um local, uma marca, uma organização humana. O local, habitado desde o Neandertal, tem mais de 400.000 anos. A marca quase 200. A organização atual tem cerca de 80 anos em torno de uma cultura. A cultura Renova.
Num mundo em que a economia evolui de forma acelerada, a cultura Renova evolui no tempo, levando a uma metamorfose da marca. De um papel para escrever e embalar, passou para um produto de uso doméstico, para higiene do corpo e da casa.
Mais recentemente inventando, ou reinventando, formas inovadoras, surpreendentes, por vezes iconoclastas. Renova é uma metamorfose vivida com paixão.

22 de Julho, Sábado

Serviço Educativo

16:00 — Casa da Escrita

Duração: 3 horas com intervalo; Lotação: 20 pessoas, sem limite de idade
Custo: € 15 e € 10 (estudantes) | Inscrições: casadaescrita@cm-coimbra.pt

“A Metamorfose das Metamorfoses”

Workshop de escrita com o escritor Mário Cláudio


A vida de cada um de nós, e a escrita que sai das nossas mãos, sofrem constantes alterações ao longo do tempo, ora desfigurando, ora enobrecendo, o rosto que levamos na peregrinação. Das Metamorfoses, de Ovídio, às variantes de Proteu, herói da impermanência, e nem sequer culminando no evolucionismo de Charles Darwin, infinitas mudanças nos asseguram o fluxo vital.

De tudo isto nos ocuparemos no diálogo na Casa da Escrita, e das formas que assumem os frutos da pena que nos serve, e que dão conta da ininterrupta, mas efémera, travessia em que seguimos embarcados.


Ciclo da Música

18:30 – Passeio pelo Mondego no “Basófias”
Cais de Embarque: Parque Dr. Manuel Braga
Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada; Custo: € 12

“Jazz no Mondego”
Joana Rodrigues Trio

Joana Rodrigues, voz
Marcelo Murta, guitarra
Diogo Alexandre, bateria


Este trio, liderado pela jovem cantora e pianista de jazz Joana Rodrigues, centra o seu repertório no cancioneiro de jazz vocal norte-americano, não deixando, porém, de ser o laboratório criativo ideal para desenvolvimento de novas experiências que vão fazendo parte do imaginário musical da sua líder e dos seus companheiros de palco, Diogo Alexandre na bateria e Marcelo Murta na guitarra.
A abrangência, originalidade, maturidade e cumplicidade patente nos seus intervenientes são imagem de marca que os distingue nos vários palcos por onde têm passado.


Ciclo da Gastronomia

20:00 — Hotel Quinta das Lágrimas

Lotação limitada; Custo: € 45

“Metamorfoses à Mesa: De Aquém e Além Tejo”

Chefs Miguel Laffan e Rodrigo Castelo

Restaurante L'And Vineyards de Montemor-o-Novo
e Taberna Ó Balcão de Santarém


Ciclo da Música

21:30 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“De Portugal a Viena Via Paris”

Orquestra Clássica do Centro
Andrew Swinnerton, maestro

W. A. Mozart 1756 – 1791
Sinfonia nº 31 "Paris", KV 297 (1778)
I. Allegro assai
II. Andante
III. Allegro

Marcos Portugal 1762 – 1830
Abertura "Il Duca di Foix" (1805)

W. A. Mozart 1756 – 1791
Sinfonia nº 35 " Haffner ", KV 385 (1783)
I. Allegro con spirito
II. Andante
III. Menuetto
IV. Finale (Presto)

Franz Schubert 1797 - 1828
Entr’acte de "Rosamunde", D 797 (1823)

NOTAS AO PROGRAMA

W. A. Mozart 1756 – 1791
Sinfonia nº 31 "Paris", KV 297 (1778)

Ao longo de muitos anos, Mozart idealizou a capital francesa que conhecera na sua infância. Em Março de 1778, Mozart regressou finalmente a Paris, na companhia da sua mãe que veio a falecer pouco depois. A estada não foi o sucesso que tinha sonhado, mas o jovem compositor agarrou as oportunidades que surgiram de compor música que vai direta ao coração do público. Assim aconteceu com a Sinfonia nº31, estreada em Paris em Junho de 1778, na qual joga sabiamente com as expectativas e reações dos ouvintes.

Marcos Portugal 1762 – 1830
Abertura "Il Duca di Foix" (1805)

Em 1805 Marcos Portugal compôs a ópera Il Duca di Foix para o Teatro São Carlos. O dramma per musica baseia-se em Amélie ou Le Duc de Foix, tragédia da autoria de Voltaire. A ópera, com libreto de Giuseppe Caravita, obteve um grande sucesso e a abertura demonstra bem a mestria do compositor português de fama internacional.

W. A. Mozart 1756 – 1791
Sinfonia nº 35 " Haffner ", KV 385 (1783)

A sinfonia Haffner foi composta em 1782, já de regresso a Áustria. Mozart residia então em Viena, estava cheio de trabalho e em plenos preparativos do seu casamento quando recebeu a proposta para compôr uma obra dedicada ao seu amigo Sigmund Haffner. A primeira versão ficou concluída antes da boda, mas em Março de 1783 Mozart terminou a versão que hoje conhecemos da sinfonia, uma das obras mais acarinhadas do compositor de Salzburgo.

Franz Schubert 1797 - 1828
Entr’acte de "Rosamunde", D 797 (1823)

Schubert tinha muita facilidade em escrever lieder, mas não compôs nenhuma ópera. A sua aproximação ao palco deu-se através da música incidental, da qual Rosamunde é um bom exemplo. Helmina von Chézy convenceu o compositor a escrever música para a sua peça Rosamunde, Fürstin von Zypern (Rosamunde, Princesa de Chipre), cuja estreia ocorreu em 1823. Com pouco tempo disponível, Schubert escreveu a música em apenas cinco dias, recuperando temas e até uma abertura prévia. A singela melodia do conhecido Entr’acte surge também num Impromptu para piano e num quarteto de cordas do mesmo compositor.


BIOGRAFIAS

Orquestra Clássica do Centro
A Orquestra Clássica do Centro foi formada em 2001 e ao longo destes anos tem procurado levar a música erudita a toda a Região Centro, colaborando com diversas entidades. Do seu historial têm-se destacado concertos em monumentos arquitetónicos, juntando no mesmo espaço os patrimónios arquitetónico e musical. Para além da atividade concertísticas, com a colaboração de vários solistas e maestros, a OCC tem promovido festivais, concursos e conferências, com especial destaque dado à guitarra portuguesa. Tem igualmente vindo a multiplicar a atuação de formações de câmara, disponibilizando um leque variado de programas. Em 2013 estreou, no Festival das Artes, a ópera “Os Sinos da Macieira” de Marina Pikoul. Editou livros e vários CD, dos quais se destacam “Cantar Coimbra 1 e 2”, “Suite Sinfónica Aeminium”, “Em Memória da Madrugada” e “Viagens no Imaginário da Morna”. Em 2014, na sequência de uma visita a Cabo Verde, a OCC acolheu em Coimbra o Centro de Transcrição da Criação Musical de Cabo Verde. Em 2015 assinou também um protocolo de colaboração com o Centro de Estudos da Morna. Recentemente, José Eduardo Gomes foi nomeado maestro titular da OCC. A direção artística estratégica conta ainda com Vasco Martins, Luís Tinoco, Mário Alves e Marina Pacheco. Tem desde Setembro de 2015 o estatuto de ONG para o Desenvolvimento.


Andrew Swinnerton
A carreira de Andrew Swinnerton abrange as vertentes de oboísta, maestro e pedagogo. Para além de ter tocado com as mais reputadas orquestras inglesas, atuou como solista em vários países europeus como Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Bélgica e Suiça, bem como na China, Índia, Hong Kong, Macau e Marrocos em digressões com a Orquestra Gulbenkian. Como maestro tem uma sólida reputação como ensaiador de orquestras de jovens como a Orquestra Portuguesa da Juventude, Orquestra Sinfónica Juvenil e Orquestra Sinfónica da Escola de Música de Lisboa. Tem trabalhado com a Orquestra do Norte, a Orquestra de Câmara Portuguesa e a Orquestra Académica Metropolitana. Durante mais de 20 anos foi maestro diretor do Coro e Ensemble Bach de Lisboa onde dirigiu um vasto repertório coral de Bach a Kodaly. Como pedagogo leciona há mais de 25 anos na Escola Superior de Música de Lisboa e foi professor na Escola Profissional de Música de Évora e na Universidade de Évora. É regularmente convidado para dar masterclasses em Portugal e no estrangeiro. O compositor Sérgio Azevedo dedicou-lhe várias obras para oboé, duas das quais estreadas no Festival das Artes.


23 de Julho, Domingo

Ciclo da Música

18:30 – Passeio pelo Mondego no Barco “Basófias”
Cais de Embarque: Parque Dr. Manuel Braga
Duração: cerca de 1 hora; Lotação limitada; Custo: € 12

“Jazz no Mondego”
João Geraldo Trio

João Geraldo, voz
Marcelo Murta, guitarra
Rui Alvarez, contrabaixo

Começou a cantar numa banda de rock aos 15 anos mas foi um pouco mais tarde que encontrou no jazz um desafio que considera aliciante. Um amante do swing que ama de coração a música brasileira. Com apenas 23 anos, transporta com um doce timbre um novo sopro para o Jazz Português.
João Geraldo, apresenta-se em trio acompanhado de Marcelo Murta (guitarra) e Rui Alvarez (contrabaixo) para um concerto que irá dos anos 20 até aos dias de hoje. O blues de Bessie Smith, o swing de Frank Sinatra e a bossa nova de Tom Jobim, são apenas algumas promessas do que poderão ouvir.


Ciclo da Música

21:00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“Do Romântico ao Clássico”

Orquestra Gulbenkian
José Eduardo Gomes, maestro
Tamila Kharambura, violino

Felix Mendelssohn-Barthóldy 1809 - 1847
Concerto para Violino e Orquestra em Mi menor, Op. 64 (1844)
I. Allegro molto appassionato
II. Andante
III. Allegretto non troppo – Finale: Allegro molto vivace

Ludwig van Beethoven 1770 - 1827
Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op. 92 (1812)
I. Poco sostenuto – Vivace
II. Allegretto
III. Presto
IV. Allegro con brio



NOTAS AO PROGRAMA

Felix Mendelssohn-Barthóldy 1809 - 1847
Concerto para Violino e Orquestra em Mi menor, Op. 64 (1844)

Derradeira obra em grande escala do compositor, o Concerto para Violino de Mendelssohn começou a ser esboçado no Verão de 1838. Dedicado ao virtuoso violinista Ferdinand David, amigo e cúmplice artístico de longa data, ficou concluído no final de 1844, tendo sido estreado no ano seguinte. O seu sucesso deve-se à grande qualidade musical e às inovações introduzidas, como a precoce apresentação do solista antes da grande entrada da orquestra. A melodia inicial, tão simples e cativante, deu muitas dores de cabeça a Mendelssohn, mas tornou-se numa das mais belas de sempre.

Ludwig van Beethoven 1770 - 1827
Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op. 92 (1812)

Iniciada em 1811, a 7ª Sinfonia ficou completa em Abril do ano seguinte. Consciente do seu próprio mérito, Beethoven afirmou que se tratava de uma das suas melhores obras. Richard Wagner apelidou a 7ª sinfonia de “Apoteose da dança, a dança na sua mais alta condição”, ideia refutada por Vincent d’Indy, que a identifica mais com uma melodia de pássaro. Repleta de beleza e energia, foi um dos maiores sucessos em vida de Beethoven e o concerto de estreia beneficiou os soldados feridos na batalha de Hanau.


BIOGRAFIAS

Orquestra Gulbenkian
A Orquestra Gulbenkian foi fundada em 1962. Inicialmente constituída por doze músicos, conta hoje com um efetivo de sessenta e seis instrumentistas, número que pode ser aumentado de acordo com os programas executados. Esta constituição permite-lhe interpretar um amplo repertório, desde a música do Barroco à música contemporânea. Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza no Grande Auditório uma série regular de concertos em colaboração com alguns dos mais reputados maestros e intérpretes. Ao longo de mais de cinquenta anos distinguiu-se também em muitas das principais salas de concertos do mundo e gravou vários discos que receberam importantes prémios internacionais. Susanna Mälkki é a Maestrina Convidada Principal e Joana Carneiro e Pedro Neves são Maestros Convidados. Claudio Scimone, titular entre 1979 e 1986, é Maestro Honorário, e Lawrence Foster, titular entre 2002 e 2013, foi nomeado Maestro Emérito.

José Eduardo Gomes
Maestro e clarinetista, José Eduardo Gomes nasceu em 1983 em V.N. de Famalicão. Concluiu a licenciatura na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, na classe de António Saiote. Estudou Direção de Orquestra e Direção Coral na Escola Superior de Genebra, nas classes de Laurent Gay e Celso Antunes. Enquanto clarinetista foi premiado em concursos nacionais e internacionais, dos quais se destacam “Prémio Jovens Músicos” (PJM) da RTP/Antena2 e “Concurso Internacional Villa de Montroy, Valencia”. Na edição de 2016 do PJM foi premiado com o 2º prémio de Direcção de Orquestra, tendo obtido igualmente o prémio da orquestra. Foi maestro titular da Orchestre Chambre de Carouge (Suiça), assistente de Martin André na Orquestra Momentum Perpetuum e do maestro Peter Eötvös na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Enquanto maestro convidado já dirigiu diversas orquestras portuguesas e estrangeiras. Colabora regulamente com o projecto Orquestra Geração e com várias escolas um pouco por todo o país. Como instrumentista tem-se dedicado à música de câmara, sendo membro fundador do Quarteto Vintage. É maestro titular da Orquestra Clássica do Centro e da Orquestra Clássica da FEUP.

Tamila Kharambura
Tamila Kharambura nasceu em 1990 em Lviv (Ucrânia), numa família de músicos, iniciando a aprendizagem do violino com a mãe, Elena Kharambura. Prosseguiu os estudos com Gareguin Aroutounian na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML); com Pavel Vernikov em Fiesole (Itália) e com Vesna Stankovic-Moffatt na Universidade das Artes de Graz (Áustria). Foi bolseira da Fundação Medeiros e Almeida e da Fundação Calouste Gulbenkian. Actualmente é professora convidada de violino na ESML e colabora regularmente com várias orquestras vienenses, como a Synchron Stage Orchestra e a Wiener KammerOrchester. Em 2011, Tamila foi distinguida com o “Prémio Maestro Silva Pereira / Jovem Músico do Ano” na 25ª edição do “Prémio Jovens Músicos” da RTP/Antena2, no qual recebeu o 1º prémio em Violino Nível Superior. Tem-se apresentado a solo com diversas orquestras nacionais e internacionais. Está para breve a edição do CD com obras de António Pinho Vargas, cujo Concerto para Violino foi estreado por si em 2016, no CCB, ao lado da Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida por Garry Walker.




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