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REQUIEM DE INÊS DE CASTRO - Orquestra Clássica do Centro

 REQUIEM DE INÊS DE CASTRO - Orquestra Clássica do Centro px
26/3/2012 a 28/3/2012
Sé Nova - 28 Março - 21h30


Ao longo dos seus quase 10 anos de laboração artística em prol da Música na Região Centro, a OCC sempre entendeu, por força dos seus objectivos, que se obriga a dar uma resposta musical tão abrangente quanto as suas disponibilidades lhe permitam, quer se trate de música instrumental ou vocal, fomentando a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, continuarão a ser os objectivos deste projecto, insistindo na vertente pedagógica e na possibilidade de atracção de novos públicos.

A figura de Inês de Castro, a sua importância a nível nacional e internacional, tanto ao nível da história como da cultura e do imaginário, levaram a que já em 2005 OCC se tenha associado ao programa de comemorações então superiormente delineado. Ontem como hoje, acreditamos que o cruzamento de várias realidades artísticas, bem como do trabalho em rede em volta de um projecto comum, potenciam os resultados de quaisquer iniciativas que se venham a propor.

Porque acreditamos e partilhamos dos objectivos inerentes às comemorações, fizemos uma encomenda ao compositor Pedro Camacho, que resultou na obra “Requiem a Inês de Castro” e que apresentamos em estreia absoluta no âmbito do programa de comemorações dos 650 anos da transladação do túmulo de Inês de Castro de Coimbra para Alcobaça.
Orquestra Clássica do Centro


I – REQUIEM A INÊS DE CASTRO
Autor: Pedro Camacho
Coro da Orquestra Clássica do Centro
Orquestra Clássica do Centro
Solistas : Carla Moniz – Soprano
António Salgado – Baixo
Maestro Artur Pinho Maria

O Requiem Inês de Castro é uma obra para orquestra, coro, e dois solistas: soprano e barítono. No decurso dos seus 7 andamentos poderemos ouvir o Barítono a representar musicalmente D. Pedro I e a Soprano um anjo e, posteriormente, a própria Inês no andamento VI - Libera Me. O coro representa a voz do povo português a pedir que Deus aceite Inês no reino dos céus. É uma obra simples no seu conceito e na sua composição, grande parte da sua complexidade reside na sua interpretação e na forma como cada músico emite cada nota que está escrita na partitura.

Em termos harmónicos a obra utiliza um novo sistema de harmonia criado pelo compositor. Embora tenha algumas passagens tonais, em geral o Requiem não tem acordes nem tonalidade, tem arquétipos ou cores harmónicas que vão se unindo pela melodia criada ao longo dos andamentos.
Pedro Camacho, Funchal, 13 de Março de 2012


II - DO CICLO INESIANO (Cinco peças de carácter)

O amor de Pedro e Inês é linfa da identidade portuguesa. Ali, bem sedimentado na memória afectiva de um povo, mora a arqueologia da saudade, do inefável sentir português. Esta peça que escrevi é uma das minhas flores de verde pinho.

A obra baseia-se nalgumas Trovas à morte de Dona Inês de Castro de Garcia de Resende (1470-1536). Neste tema reencontro-me na minha matriz original, no estado melancólico recorrente que sempre se reflectiu, desde as mais antigas fotografias de criança, no meu olhar em forma de acento circunflexo.

Inspirei-me na Fonte dos Amores aqui.
Ali, na Fonte das Lágrimas.
Mais além, no Cruzeiro de Alcobaça, o panteão do amor eterno, naquele contraste inquietante entre o despojamento cisterciense e o gótico pungente das esculturas funerárias dos amantes.

E depois olhei obliquamente para os mestres da minha vida, os polifonistas do Outono medieval e da Primavera humanista. Esta metempsicose estética não é involuntária. Bem pelo contrário, faz parte da minha demanda pela alquimia de um contraponto perdido, a única arte musical que não discuto.
Eurico Carrapatoso, Lisboa, 16 de Março de 2012

Ao longo dos seus quase 10 anos de laboração artística em prol da Música na Região Centro, a OCC sempre entendeu, por força dos seus objectivos, que se obriga a dar uma resposta musical tão abrangente quanto as suas disponibilidades lhe permitam, quer se trate de música instrumental ou vocal, fomentando a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, continuarão a ser os objectivos deste projecto, insistindo na vertente pedagógica e na possibilidade de atracção de novos públicos.

A figura de Inês de Castro, a sua importância a nível nacional e internacional, tanto ao nível da história como da cultura e do imaginário, levaram a que já em 2005 OCC se tenha associado ao programa de comemorações então superiormente delineado. Ontem como hoje, acreditamos que o cruzamento de várias realidades artísticas, bem como do trabalho em rede em volta de um projecto comum, potenciam os resultados de quaisquer iniciativas que se venham a propor.

Porque acreditamos e partilhamos dos objectivos inerentes às comemorações, fizemos uma encomenda ao compositor Pedro Camacho, que resultou na obra “Requiem a Inês de Castro” e que apresentamos em estreia absoluta no âmbito do programa de comemorações dos 650 anos da transladação do túmulo de Inês de Castro de Coimbra para Alcobaça.
Orquestra Clássica do Centro


I – REQUIEM A INÊS DE CASTRO
Autor: Pedro Camacho
Coro da Orquestra Clássica do Centro
Orquestra Clássica do Centro
Solistas : Carla Moniz – Soprano
António Salgado – Baixo
Maestro Artur Pinho Maria

O Requiem Inês de Castro é uma obra para orquestra, coro, e dois solistas: soprano e barítono. No decurso dos seus 7 andamentos poderemos ouvir o Barítono a representar musicalmente D. Pedro I e a Soprano um anjo e, posteriormente, a própria Inês no andamento VI - Libera Me. O coro representa a voz do povo português a pedir que Deus aceite Inês no reino dos céus. É uma obra simples no seu conceito e na sua composição, grande parte da sua complexidade reside na sua interpretação e na forma como cada músico emite cada nota que está escrita na partitura.

Em termos harmónicos a obra utiliza um novo sistema de harmonia criado pelo compositor. Embora tenha algumas passagens tonais, em geral o Requiem não tem acordes nem tonalidade, tem arquétipos ou cores harmónicas que vão se unindo pela melodia criada ao longo dos andamentos.
Pedro Camacho, Funchal, 13 de Março de 2012


II - DO CICLO INESIANO (Cinco peças de carácter)

O amor de Pedro e Inês é linfa da identidade portuguesa. Ali, bem sedimentado na memória afectiva de um povo, mora a arqueologia da saudade, do inefável sentir português. Esta peça que escrevi é uma das minhas flores de verde pinho.

A obra baseia-se nalgumas Trovas à morte de Dona Inês de Castro de Garcia de Resende (1470-1536). Neste tema reencontro-me na minha matriz original, no estado melancólico recorrente que sempre se reflectiu, desde as mais antigas fotografias de criança, no meu olhar em forma de acento circunflexo.

Inspirei-me na Fonte dos Amores aqui.
Ali, na Fonte das Lágrimas.
Mais além, no Cruzeiro de Alcobaça, o panteão do amor eterno, naquele contraste inquietante entre o despojamento cisterciense e o gótico pungente das esculturas funerárias dos amantes.

E depois olhei obliquamente para os mestres da minha vida, os polifonistas do Outono medieval e da Primavera humanista. Esta metempsicose estética não é involuntária. Bem pelo contrário, faz parte da minha demanda pela alquimia de um contraponto perdido, a única arte musical que não discuto.
Eurico Carrapatoso, Lisboa, 16 de Março de 2012
Artur Pinho Maria nasceu em Ossela, em 1967. É licenciado em Direcção Musical pelo Conservatório Superior de Música de Gaia, sob a orientação do Maestro Mário Mateus. Estudou ao longo dos últimos vinte anos com Anton de Beer, Edgar Saramago, John Roos, Vianey da Cruz, Jean-Marc Burfin, Peppe Prates, Vasco Pearce de Azevedo, José Luís Borges Coelho, Ivo Cruz, António Vassalo Lourenço e Ernst Schelle, encontrando-se actualmente a finalizar o mestrado em Direcção na Universidade de Aveiro. Dirigiu como maestro convidado a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra do Norte, a Orquestra Espoarte, a Orquestra Clássica do Centro, a Orquestra Filarmonia de Gaia e a Orquestra da Fundação Conservatório Regional de Gaia. É maestro do Coro do Porto de Aveiro, Orfeão Universitário de Aveiro, Orfeão de Vale de Cambra, Orfeão do Paraíso Social de Aguada de Baixo e do Orfeon Académico de Coimbra. É coordenador do sector cultural da Associação Académica da Universidade de Aveiro. Orienta diversos cursos de direcção coral (Barcelos, Coimbra, Vila Franca de Xira e Vigo) e master class de técnica vocal e direcção. Tem quatro edições discográficas e duas participações, destacando-se Fernando Lopes Graça – Canções Regionais Portuguesas (2007), gravação integral dos cadernos I e II. Desde Junho de 2010 é maestro titular da Orquestra Clássica do Centro.

Carla Moniz – Soprano . É natural da Madeira e começou os seus estudos aos treze anos, no Conservatório Escola das Artes, frequentando o curso geral de canto, na classe do professor e maestro João Victor Costa. Em paralelo ao curso de canto, frequentou também o curso de Jazz, pelo Hot Club de Portugal, assim como o curso de piano e harpa. Ao findar o curso geral de canto, com a nota máxima, ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou canto com Elsa Saque e Sílvia Mateus. Em Lisboa, teve a oportunidade de participar em óperas como «Dido e Aeneas», (Dido) de H. Purcell e «Acis and Galatea» de G. F. Händel e realizou trabalhos no âmbito da música antiga. Participou também na ópera «Flauta Mágica» de W. A. Mozart, levada em cena no Teatro Micaelence, em Ponta Delgada, Açores. Após ter terminado a licenciatura em 2008, regressou à Madeira, onde foi protagonista na estreia mundial de duas óperas de Jorge Salgueiro - «Orquídea Branca», interpretando o papel da princesa Dª Mª Amélia e da ópera «O Salto» (Diana). Participou também no musical levado a cena no Teatro Municipal do Funchal pela companhia de Teatro Mads, «Sound of Music» de Rodgers and Hammerstein, no papel de Maria. Tem realizado recitais em alguns pontos da ilha da Madeira e participou recentemente no Festival de Música da Madeira, sendo parte integrante do quinteto Pavão e Vitória. É atualmente professora de canto no Conservatório Escola das Artes da Madeira, nas vertentes de canto lírico e canto jazz.

António Salgado – barítono Nascido no Porto, António Salgado terminou os seus estudos musicais no Conservatório Nacional de Lisboa, sob a orientação da Prof.ª Fernanda Correia, ao mesmo tempo que se licenciava em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Depois de um ano de pós-graduação na interpretação e estilo da música vocal barroca, em Amesterdão, sob a orientação do Prof. Max von Egmond, recebeu uma bolsa de estudos do governo austríaco para prosseguir a sua formação vocal em Salzburgo, no Mozarteum (Universität für Musik und Darstellende Kunst) sob a orientação da Prof.ª Wilma Lipp e do Prof. Paul von Schilhawsky, onde realizou Mestrado em "Lied e Oratória", com dissertação na obra de Lied de Franz Schubert, intitulada "Da Mitologia". Como bolseiro da Secretaria de Estado da Cultura frequentou uma pós-graduação em performance cénica no Estúdio de Ópera do Mozarteum, sob a orientação do Prof. Robert Pflanzl. É Doutorado em Canto (Performance Studies), pela Universidade de Sheffield. Os seus principais professores foram: Fernanda Correia, Max von Egmond, Wilma Lipp, Paul von Schilhawsky, Robert Pflanzl, Sena Jurinac, Sesto Bruscantini, Nicolaus Harnoncourt, C. Herzog, C. Prestel, W. Parker, Mário Mateus, Fernando Lopes Graça e Luis de Pablo. É, desde 1993, Professor de Estudos Vocais (Canto) no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, onde fundou, em 1997, o Estúdio de Ópera desta Universidade, e da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. A sua carreira como cantor desenvolve-se paralelamente nas áreas do Lied, da Oratória e da Ópera onde constam do seu currículo alguns dos papéis mais relevantes para baixo-barítono. Tem sido chamado a actuar em Portugal, Espanha, França, Itália, Áustria, Alemanha, Noruega, Inglaterra e Brasil. Do seu currículo constam ainda várias gravações em CD e várias publicações em revistas de pedagogia, psicologia e educação musical e vocal. É regularmente chamado a leccionar cursos de canto em Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, Brasil e Áustria.

Pedro Macedo Camacho começou a aprendizagem de composição com o maestro e compositor argentino Roberto Pérez. Mudou-se para Lisboa, onde continuou os seus estudos no Conservatório Nacional com um dos melhores compositores e professores em Portugal, Eurico Carrapatoso. Como pianista, começou com a professora e musicóloga croata, Robert Andres e, em seguida, com a professora Melina Rebelo. Pedro Camacho começou a aprendizagem de Composição e Piano com o pianista Jorge Borges e, mais recentemente, na Escola Portuguesa de Jazz.

Eurico Carrapatoso (1962) é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e iniciou os seus estudos musicais em 1985, estudando com José Luís Borges Coelho, Fernando Lapa, Cândido Lima e Constança Capdeville. Concluíu em 1993 o Curso Superior de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, onde estudou com Jorge Peixinho. Representou Portugal na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO (Paris: 1998, 1999 e 2006). Laureado no Prémio de Composição Lopes-Graça da cidade de Tomar e no Prémio Francisco de Lacerda. Condecorado pelo Presidente da República com a Comenda de Ordem do Infante Dom Henrique (Junho de 2004).
Entrada gratuita | Público-alvo: geral

Local

Sé Nova .Coimbra

Outras informações

Casa Municipal da Cultura
Rua Pedro Monteiro
3000-329 Coimbra
Telef. 239 702 630
Fax 239 702 496

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